Nem todas as pessoas reagem em face de uma nave industrial abandonada, um complexo mineiro ou os carris e edificado de um sistema de caminho-de-ferro desactivado. Nem todas as pessoas se sentem curiosas por saber como se fabricam certos bens ou produtos. Mas é evidente que há quem pare para fotografar o património abandonado e há quem procure experiências a visitar complexos mineiros de outrora ou um museu do Papel, onde se reproduz o fabrico «à antiga». Há mesmo quem goste e deseje visitar fábricas em laboração para conhecerem o processo industrial actual, como ele é.

Quando esta curiosidade e interesse crescem e quando há vagas de gentes que se deslocam para as visitar, na expectativa de ver, sentir, tocar e experimentar a parte tangível deste património, mas também conhecer a face intangível que muito se alimenta da memória e da tradição então há que preparar o terreno para receber estas pessoas.

Nuns casos, há que transformar o património abandonado por via da recuperação e transformação em museus ou similares, noutros em criar condições para que o/a visitante possa estar em segurança em visita a uma fábrica em laboração.

Não se esgotando nas singelas linhas anteriores o Turismo Industrial precisará, como todos os turismos, de ser servido com qualidade.

Em Portugal, e segundo o emitente IPQ, «a norma NP 4556 – “Turismo Industrial. Serviços de Turismo Industrial”, que se destina a proporcionar serviços de qualidade comuns a todos os locais de Turismo Industrial e surge com o objetivo de dar resposta à necessidade de existirem regras e recomendações que garantam essa qualidade, nomeadamente, no que diz respeito à higiene, segurança, sigilo empresarial, sustentabilidade e acessibilidade e pode ser aplicado aos serviços abrangidos pelo Turismo Industrial, quer seja Indústria Viva (visitas), Património Industrial ou a combinação de ambas».

 

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